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em tons de azul e lima



Domingo, Abril 23, 2006



Meu amor, meu amor,
meu corpo em movimento,
minha voz à procura
do seu próprio lamento.

Meu limão de amargura ,
meu punhal a escrever.
Nós parámos o tempo,
não sabemos morrer.
E nascemos, nascemos
do nosso entristecer.

Meu amor, meu amor,
meu nó e sofrimento.
Minha mó de ternura,
minha nau de tormento.

Este mar não tem cura,
este céu não tem ar.
Nós parámos o vento
e não sabemos nadar.
Morremos, morremos,
devagar, devagar.


José Carlos Ary dos Santos

postado por: nela cintra 9:13 PM em tons de azul



mar fundo