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em tons de azul e lima
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Quando aqui venho nunca sei por onde começar, Nela.
Tive sempre a sensação de ser um tipo forte que aguenta qualquer dissabor ou qualquer agrura que a vida é pródiga em nos testar. Mas na situação que não esperava viver tão cedo, sinto-me embaraçado. Perdido. Quase no limite duma angústia que não cessa de me provocar.
Perdi já alguns passos de espera e sinto-me fechado num quarto escuro. Não consigo encontrar certas esquinas dos nossos cantos e encantos que nunca esqueço. Pareço um puto a quem roubaram o pião. A quem fecharam a loja dos brinquedos e outras fantasias.
Fazes-me tanta falta…
eduardo
posted by MANUELA CINTRA @
2:15 PM
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Quinta-feira, Outubro 25, 2007  |
Minha querida Nela,
Sei que jamais querias que os abismos e os buracos negros tomassem conta do futuro. Do nosso. Do das crianças, e de todos quantos são e fazem parte das nossas recordações. Também eu jamais te esquecerei.
Mesmo que a raiva das palavras queiram apoderar-se dos dias em que a fraqueza humana mais vacila, tenho plena consciência de que me ajudarás a voltar. A regressar à pessoa que sempre fui e que por agora ainda se encontra em fuga.
Por que caminhos, ainda não sei. Mas o teu exemplo de mulher e mãe, ajudar-me-ão a encontrar os melhores.
eduardo
posted by MANUELA CINTRA @
5:33 PM
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Quarta-feira, Outubro 03, 2007  |
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